É tudo muito rápido. Você está bem e rapidamente fica mal. O coração dispara e o mal-estar cresce. Um aperto no peito. Mãos e pés, além de formigarem, gelam.
Acontece bruscamente uma falta de ar dando a terrível sensação de que vai ocorrer um desmaio ou um ataque cardíaco. Muitos acabam indo para o cardiologista com a certeza de que estão doentes do coração. É horrível! Só quem sofre da doença é que bem sabe o que passa. Pior aqueles que lideram.

É como escreveu Luisa de Oliveira – revista Saúde, na edição de fevereiro 1999: “Como se não bastasse, o ar some e é necessário respirar mais rápido para não se sufocar. Parece que a morte está chegando. Se ao menos desse para sair correndo ou, quem sabe, segurar a mão de alguém... Impossível controlar a avalanche de sensações, o imenso pavor”.


“...A Síndrome do Pânico é uma doença que não escolhe conta bancária, cor da pele nem país, prefere as mulheres na proporção de três para um...”


“...A Síndrome é caracterizada pela repetição de crises que surgem aparentemente sem motivos, chegando ao pico em 10 minutos e duram cerca de 40. Vive-se um medo desproporcional”.


“...Por mais que se conheça o processo, é impossível controlar. As paredes ficam gigantes, dá um grande medo de tudo, até do barulho do aspirador, conta a professora Andrea Fortner, de 30 anos, que costumava esconder-se dos momentos de pânico no canto do quarto. Hoje, sem sinais de ataques, é uma prova de que existe tratamento...”

Faço uma pausa no excelente escrito de Luisa de Oliveira, para, de modo objetivo, passar aos irmãos informações que julgo necessárias. Fruto de muitos anos de aconselhamento e experiência própria. Realmente, durante os minutos da crise, agiganta-se um medo inexplicável. Muitos há que, ao serem acometidos pela crise, abandonam lugares fechados em busca de ar. Medo de desmaiar na frente dos outros. Medo do fracasso. Pavor do vexame de ser notado em crise. Medo de sair de casa e ter a crise na rua. Muitos nem de casa saem, pois, há o medo de uma crise exposta.

O pânico, quando não tratado, anula a pessoa. Mina-lhe o potencial. É necessário conhecer tudo sobre a doença. Não desanimar. Ter sempre as promessas da Palavra de Deus como um indescritível escudo para proteger a mente sensível. Paulo, o apóstolo escreveu: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal como o bem” – (Romanos 12:21). Tais palavras nos estimulam a perseverar, lutar e não desanimar. O pânico é uma doença que tem cura. Não mata nem leva a loucura, porém, maltrata e muito quem dela padece!

Concluindo esta parte sobre a definição da Síndrome do Pânico, volto à revista Saúde, pois, ali, de forma bem clara, foi revelada a necessidade vital de conhecer os sintomas da doença.


“Os sinais do pânico podem ser confundidos com os de hipertiroidismo, asma, diabetes, epilepsia, dependência de drogas, alterações cardíacas e alcoolismo (tóxico e alcoolismo) claro, não é o caso dos crentes (observação nossa). Só quando esses males são excluídos é que se começa a pensar para valer na hipótese da síndrome.


“O fato de alguém entrar em pânico não significa que tenha o distúrbio. Afinal, 10% da população está sujeita a ter uma crise ou outra algum dia”.


“O que caracteriza a doença, porém, é enfrentar mais de três ataques (de pânico) por mês”.


“Além disso, é preciso sentir pelo menos quatro dos seguintes sintomas: falta de ar, tontura, tremores, palpitação, sudorese (secreção de suor, transpiração), náusea, formigamento, ondas de calor ou de frio, desrealização (tudo parece um filme), medo de enlouquecer, medo de morrer e urgência de ir ao banheiro. (Revista Saúde fev/1999).

É bom lembrar, para o bem entender e conhecer a Síndrome do Pânico, que muitos desenvolvem um medo de locais públicos, tais como: lojas, bancos, supermercados, farmácias, hospitais e etc. Há o medo de acontecer à crise em público. É exatamente nessa situação que o crente pode ficar anulado. Deixar de cantar no coro, fazer solo, declamar, não assumir cargos de liderança e, quase sempre, sentar bem atrás. Ficar mais perto da porta dá uma vaga sensação de segurança. Caso aconteça a crise.

Creio que, reconhecendo a doença e os sintomas, e buscando ajuda pastoral ou de um médico que teme ao Senhor, a cura será apressada. Certamente, como o salmista, estará glorificando a Deus e dizendo: “Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos” – (Salmo 40:2).

Ao citar o texto total ou parcialmente, CITAR AUTOR e FONTE!
Texto gentilmente cedido pelo autor pastor José Infante Jr - Primeira Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista. Abril/2000
Caixa Postal 20 - Cep: 45.000 - 000 - Vitória da Conquista - BA.
por Vilson Ferro Martins - em 15 de junho 2010.

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